Quarta-feira, Maio 20, 2009

É o Fim, Sim!


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Atividades encerradas: 25/6/2004 - 20/5/2009.

Sexta-feira, Maio 08, 2009

PAUSA


Sem inspiração para continuar produzindo material com a mesma frequência e qualidade de outrora, nem tempo para dedicar a visitas e comentários aos estimados colegas, cheguei à conclusão de que, para o futuro bem deste endereço que já existe há quase quatro anos, o melhor é deixá-lo de molho por uns tempos e refrescar as ideias.

Este não é um the end, mas pode marcar o início de algo novo.

Cumprimentos a todos, e até algum dia...

Terça-feira, Maio 05, 2009

OPINIÃO: Orfanatos e Criancinhas, um Combo Infernal



Un cuento de amor. Una historia de terror.

Sinopse: Laura (Belén Rueda) retorna à casa onde fora criada e decide transformá-la em um orfanato. Problemas começam quando o filho de Laura começa a fazer amigos imaginários. A nova vizinhança desperta a imaginação de seu filho, que começa a se deixar levar por jogos de fantasias cada vez mais intensos. Estes jogos vão inquietando Laura até um ponto que chega a pensar que existe algo na casa que está ameaçando sua família. A escalada de estranhos acontecimentos farão com que ela busque a ajuda de parapsicólogos. Fonte: Yahoo! Cinema.

Asilos para órfãos tendem a ser vistos com maus olhos pelos roteiristas, essas criaturas imaginativas e maliciosas.

Custa vasculhar a memória em busca de exemplos em que o local haja sido retratado como acolhedor ou, ao menos, não tenha servido de palco para dramas angustiantes. Outra tara para eles são as criancinhas, que podem parecer freqüentemente mitificadas como anjos na terra em produções para a família, ou sofredoras vítimas de injustiças atrozes, em dramas.

A partir de certo ponto, porém, passaram a surgir sucessivas obras que as empregava como guardadoras do puro mal. Em seu absorvente longa de estréia, o habilidoso J.A. Bayona faz convergir ambos os elementos temáticos, unindo o aterrador ao desagradável, para nos envolver num suspense engenhoso sobre amor maternal, perpassando as trevas do horror para ao final, comover.

Embora permaneça aquém da perfeição estrutural de O Sexto Sentido e da sofisticação da encenação em Os Outros, este fenômeno espanhol de crítica e bilheteria tem tutano de sobra se comparado a engodos baratos como 1408. Em quesitos técnicos, anote-se, não fica atrás de nenhuma empreitada bancada pelo ouro hollywoodiano, conforme corrobora a evidente qualidade da fotografia, da edição e do cuidado com a cenografia.

Bayona entregou um thriller fantástico, classe A, tenso o suficiente para compelir garotinhas a sair berrando de medo da sala (fenômeno que testemunhei durante a sessão) e urdido com profundidade a ponto de fazer o público repassar as minúcias de cada evento, engolfado pela fascinante consistência psicológica emprestada à exposição de enredo e personagens. Resta, agora, esperar pelo inevitável anúncio de algum oportunista remake estadunidense, o que serviria de prova da eficácia de O Orfanato.

COTAÇÃO: Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

///Repare... nas curtas, mas especialíssimas, participações de Geraldine Chaplin e Edgar Vivar.

//Referências:
  • 1408: Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
  • O Sexto Sentido: Photobucket
  • Os Outros: Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
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Visto em 5/4/08. [Cinema]

Sexta-feira, Maio 01, 2009


Carrie, a Estranha (Carrie/de Brian De Palma/1976)

Domingo, Abril 26, 2009

OPINIÃO: Culpa e Reparação



Baba (Homayoun Ershadi): There is only one sin, only one. And that is theft. Every other sin is a variation of theft... When you kill a man, you steal a life. You steal his wife's right to a husband, rob his children of a father. When you tell a lie, you steal someone's right to the truth. When you cheat, you steal the right to fairness.

Sinopse: Depois de passar anos na Califórnia, Amir (Khalid Abdalla) retorna para sua cidade natal, no Afeganistão, para tentar corrigir seus erros do passado. Amir também terá de ajudar um amigo de infância que está com sérios problemas com o filho. Fonte: Yahoo! Cinema.

O bom senso recomenda abrir este comentário com uma declaração pertinente à integridade da opinião que será emitida antes de compartilhar outras impressões: li as quinze, talvez vinte páginas iniciais do livro e só, mas agora que assisti à sua adaptação cinematográfica acredito ter compreendido por que a saga de culpa e reparação de Khaled Hosseini, a princípio aparentemente restrita ao imaginário afegão, tocou milhões de leitores ao redor do mundo: as emoções que suscita são universais.

Somente um cínico desiludido duvidaria da existência de alguém como Hassan (interpretado por um menino memorável, Ahmad Khan Mahmidzada), capaz de nutrir uma amizade incorruptível por seu senhor, além de ser dono de um sólido senso de correção. Ou do protagonista Amir que, na infância, comete o pecado de rejeitar essa abnegação e então, adulto e consciente, fazer o que fez para reparar a vergonha do passado, regenerando-se por dentro. "Há um jeito de ser bom novamente" é o mantra do caminho percorrido pela trama, a qual não deixa de surpreender com algumas revelações inesperadas. O público deve ir preparando os lenços. A probabilidade de usá-los é alta.

O roteirista David Benioff (Tróia) orienta-se por esses temas abrangentes que, por sua vez, encapsulam outros, contextualizados de maneira específica, como a relação entre etnias rivais de um mesmo território (no caso, hazaras e pashtuns), tangenciado também fenômenos políticos, históricos e culturais inegáveis como a influência cultural estadunidense no estrangeiro e a herança maldita do fundamentalismo Talibã após a saída do Exército soviético do Afeganistão (e aqui pode-se traçar um elo de ligação com o abordado na comédia Jogos do Poder, de Mike Nichols).

Percebe-se que Benioff tem muito a comunicar, mas O Caçador de Pipas não se esgota nele - impõe-se tratar de Marc Forster (Em Busca da Terra do Nunca), encarregado de conferir praticidade à expiação de Amir. E o diretor é a razão do projeto não ter alçado vôos maiores, que talvez o elevasse ao status de obra-prima: Forster aparenta excessiva cautela em entregar-se ao sentimental, mesmo quando nada de errado haveria em fazê-lo, desde que soubesse como fazê-lo. Sua encenação frugaz, com planos curtos e cortes abruptos, esvazia a dramaticidade requerida em momentos cruciais, resultando num drama correto, por vezes comovente, mas nunca marcante.

COTAÇÃO: Photobucket

///Referências:
Repare... na atuação de Homayoun Ershadi, como Baba, pai de Amir.
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Visto em 30/3/08. [Cinema]

Terça-feira, Abril 21, 2009

DVDs: Grandes Filmes que Eles Têm e Nós Não - 9ª Parte


//Nota:
os links apontam para a respectiva página de cada filme no site Amazon.com (em inglês).





A Estrada Perdida (Lost Highway/de David Lynch/1997)





Terra das Sombras (Shadowlands/de Richard Attenborough/1993)





A Salvo (Safe/de Todd Haynes/1995)





O Exército das Sombras (L'Armée des ombres/de Jean-Pierre Melville/1969)


A Nave da Revolta (The Caine Mutiny/de Edward Dmytryk/1954)


O Ídolo Caído (The Fallen Idol/de Carol Reed/1948)



Tudo o que o Céu Permite (All that Heaven Allows/de Douglas Sirk/1955)

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/NOTA (21/4): Alex informa que Os Último Dias de Laura Palmer existe em DVD no mercado brasileiro. Troquei-o por Correndo pela Vitória.

Continua...

Quinta-feira, Abril 16, 2009

BALANÇO MENSAL: Março/09



//na ordem em que foram vistos.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
1. Amargo Pesadelo (Deliverance/de John Boorman/1972) [DVD]
2. Twin Peaks - 1ª temporada (de David Lynch e Mark Frost/1990) [DVD] - série
3. O Segredo de Vera Drake (Vera Drake/de Mike Leigh/2004) [DVD]


Photobucket
4. Wall*E (de Andrew Stanton/2008) [Blu-ray]
5. A Mosca (The Fly/de David Cronenberg/1986) [DVD]
6. Aos Treze (Thirteen/de Catherine Hardwicke/2003) [DVD]
7. Gêmeos - Mórbida Semelhança (Dead Ringers/de David Cronenberg/1988) [DVD]
8. O Último dos Moicanos (The Last of the Mohicans/de Michael Mann/1992) [DVD]
9. Caché (de Michael Haneke/2005) [DVD]
10. O Gângster (American Gangster/de Ridley Scott/2007) [Blu-ray]
11. MASH (de Robert Altman/1970) [DVD]
12. O Rosto (Ansiktet/de Ingmar Bergman/1958) [DVD]
13. A Outra (Another Woman/de Woody Allen/1988) [DVD]


Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
14. A Flauta Mágica (Trollflöjten/de Ingmar Bergman/1975) [DVD]


TOTAL: 14
Total - Inéditos: 14

  1. DVD: 12 = 85.7%
  2. Blu-ray: 2 = 14.3%
  3. Cinema: 0 = 0%
MÉDIA - Cotação: Photobucket

Sábado, Abril 11, 2009

OPINIÃO: O Pior dos Monstros


O Nevoeiro (The Mist/de Frank Darabont/2008)

Ollie (Toby Jones): As a species, we're fundamentally insane. Put two of us in a room, we pick sides, and start dreaming up reasons to kill one another.

Sinopse: Após uma terrível tempestade, uma estranha névoa encobre uma pequena cidade. Criaturas ocultas no nevoeiro atacam as pessoas que saem para as ruas. Um grupo fica preso em um supermercado e não pode sair do estabelecimento temendo ser atacado. A partir de então, começa uma luta sangrenta pela sobrevivência. Fonte: Yahoo! Cinema.

No texto em que analisava Guerra dos Mundos, de Spielberg, publicado há três anos, Luis Carlos Merten deixou patente o quanto ficara impressionado ao escrever que somente haveria registro superior em realismo de uma invasão alienígena à Terra se, de fato, esta viesse a ocorrer e alguém a filmasse.

Aproveito-me da inspirada tirada do crítico gaúcho como modelo para ilustrar a potência desta incursão de Frank Darabont (À Espera de um Milagre) no terreno do horror e da ficção científica: somente com uma câmera nos ombros, na hipótese de algum terrível castigo de proporções bíblicas concretamente se abater sobre a humanidade, será obtido um retrato tão desesperador do hipotético fim de nossos dias. O soco no estômago é aplicado com tamanha precisão que o fracasso nas bilheterias americanas deixa de ser surpreendente para tornar-se óbvio.

O Nevoeiro comporta um verdadeiro estudo sobre a condição humana diante do medo. É extremo, pessimista, ignorante de concessões que almejem torná-lo um entretenimento palatável ao povão. Sustos fáceis e efeitos baratos porém eficientes andam de mãos dadas com seqüências chocantes, que revelam momentos de puro desespero, nos quais cada traço de racionalidade e organização social dos personagens é solapado aos poucos por um instinto de sobrevivência distorcido, culminando no pior dos cenários: o monstro dos monstros para uma pessoa é o outro, pois ele é capaz de fazer coisas inomináveis com seus semelhantes, embora se considere o único ser vivo munido de racionalidade e consciência dos próprios atos.

O diretor poderia ter optado pelo comedimento ao invés da música inapropriada e do slow motion interminável que deixam o ato final a um passo da autoparódia, destoante do tom sóbrio outrora predominante, bem como pecou ao ter reservado menos do que talvez deveria para a nossa imaginação, não valorizando como era de se esperar o poder da sutileza e da sugestão.

Imperfeições à parte, dependendo da sensibilidade do espectador, as imagens captadas por Darabont - claustrofóbicas, enevoadas, nas quais a ameaça de uma morte horrenda espreita cada canto - não sairão cedo da cabeça. Nem os perigosos devaneios de fanatismo religioso proferidos por uma Marcia Gay Harden possuída no papel da Sra. Carmody.

COTAÇÃO: Photobucket

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Referências:
Repare... na participação de dois colaboradores habituais de Darabont, Jeffrey DeMunn e William Sadler.
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Visto em 12/10/08. [Cinema]

Terça-feira, Abril 07, 2009

Quinta-feira, Abril 02, 2009

OPINIÃO: Volte, Sommers, Volte!



Rick O'Connell (Brendan Fraser): Here we go again!

Sinopse: O casal Rick e Evelyn O'Connor é encarregado de levar um valioso artefato para a China, só que o objeto é desejado para trazer de volta à vida o imperador dragão. Fonte: Adoro Cinema.


A vida surpreende nos pequenos detalhes.

A última coisa que algum apreciador sério de cinema poderia esperar era, um dia, sentir falta do "toque autoral" de Stephen Sommers - quer dizer, se isso existir de verdade. Constatação essa seguida de outra, talvez mais inesperada: Sommers era um cara de visão e talento, pois soube criar uma reimaginação assumidamente camp do clássico A Múmia, acertando na dosagem de humor, horror e efeitos digitais da nova era, sem deixar de aplicar aqueles elementos a uma narrativa decente e a uma encenação bem-cuidada, entretendo com a faceirice de um Spielberg em seus tempos alegres, com o diferencial de pender para o trash.

Sommers deu fonte a rios de dinheiro com o capítulo inicial de 1999 e a seqüência menos inspirada porém ainda assim satisfatória lançada em 2002; dois anos depois, depois quebrou a cara com o bisonho Van Helsing, permanecendo longe da cadeira de diretor nesta estupedificante sobrevida dada à sua franquia.

Rob Cohen (Triplo X) é o homem no comando do ridículo espetáculo de A Tumba do Imperador Dragão (observem, o título já aponta para o espírito esdrúxulo predominante; imaginem o resto). E como é perceptível a diferença! Sem paciência para focar-se em personagens com um mínimo de aprofundamento - haja vista serem inexistentes no texto podre como uma múmia bolado por Alfred Gough e Miles Millar - ou em coordenar um desenrolar coeso dos eventos - posto que o ritmo é acelerado para gastar o menor tempo possível entre uma seqüência de pirotecnias e outra -, Cohen sacrifica qualquer chance do espectador se situar, de absorver o que lhe é mostrado na tela.

Sommers, em comparação, esbanjava a comedida elegância de um mestre. Seria chover no molhado ridicularizar as motivações tolas, os relacionamentos forçados, o drama familiar de pacotilha, as soluções óbvias de um projeto pensado de maneira tão pedestre e executado com igual carência de primor.

O que nunca deixa de chocar é a vulgarização da gramática cinematográfica, seu emprego com mentalidade pobre por operários despidos de personalidade, critério e sensibilidade artística. Sinal inequívoco de incompetência que deveria ter virado relíquia de museu em tempos de arrasa-querteirões carregados de riqueza, seja ela cênica (Indiana Jones 4) ou concentrada na psicologia do roteiro (O Cavaleiro das Trevas).

COTAÇÃO:

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Citações:
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Visto em 23/8/08. [Cinema]